Controle da Tuberculose e Hanseníase são debatidos em Pleno Extraordinário

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Aconteceu nesta quarta-feira (22/11), na Sede do CES/PE, a apresentação da Política Estadual de Controle da Tuberculose e Hanseníase, na 489ª Reunião Extraordinária de novembro. A Gerência de Vigilâncias das Doenças Transmitidas por Micobactérias, representada por Danyella Travassos, explanou sobre as políticas estaduais, as metas e desafios nos municípios pernambucanos, principalmente para a saúde do Sistema Prisional. A sociedade civil debate o tema no Pleno com a representação do Comitê Pernambucano de Combate à Tuberculose, Fábio Correia, e o coordenador do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan/PE), Gildo Bernardo.

Na apresentação, a gerente de Vigilâncias das Doenças Transmitidas por Micobactérias, Danyella Travassos, trouxe dados sobre a intervenção no perfil de morbimortalidade dos agravos de Tuberculose (TB) e Hanseníase (Hansen) no Estado de Pernambuco. “Cada município tem cenários epidemiológicos, realidades e contextos diferentes. Há cinco cenários da tuberculose e seis cenários da hanseníase, e um dos principais desafios para o fortalecimento da Política consiste no fomento de estratégias junto à sociedade civil de enfrentamento das doenças”, explicou  Danyella Travassos . Além disso, realizar o monitoramento dos instrumentos de gestão pactuados no âmbito estadual e federal e fazer a  integração com as áreas técnicas de Tuberculose e Hanseníase com áreas afins aos programas do estado são pontos relevantes para desenvolvimento das Políticas. Ainda é preciso aperfeiçoar o acompanhamento à Populações Especiais e População Privada de Liberdade, assim como qualificar os Sistemas de Informação (SINAN).

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No debate e discussão das políticas, o representante do Comitê Pernambucano de Combate à Tuberculose, Fábio Correia, destacou a importância dos exames de Raio-X acompanhados de laudo médico e os cuidados com a biossegurança de pacientes e profissionais de saúde. Outro ponto argumentado no debate é a resistência dos bacilos quando o paciente abandona a medicação. “A alimentação e a cesta básica para o paciente com Tuberculose é fundamental. Se o paciente não tiver o que comer, ele vai deixar de tomar a medicação devido aos efeitos colaterais apresentarem problemas gástricos e hepáticos”, afirmou Fábio Correia.  De acordo com o coordenador do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan/PE), Gildo Bernardo, para as políticas de TB e Hansen é preciso estabelecer parcerias e programas de assistência social que garantam a alimentação aos pacientes.
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Devido a relevância do tema para Sociedade e a necessidade do monitoramento pelo Controle Social, foi aceito como encaminhamento que o debate das Políticas de Tuberculose e Hanseníase serão realizados duas vezes ao ano no calendário do CES/PE, sendo contemplada uma reunião exclusiva para reavaliação das ações em saúde.

Entre os outros encaminhamentos, o Conselho Estadual de Saúde de Pernambuco irá: monitorar a Política Estadual de Controle a Tuberculose e de controle a Hanseníase, através dos Conselhos Municipais de Saúde e do COSEMS-PE; conhecer a programação de 2018 e a previsão orçamentária para execução dessas políticas; verificar nos hospitais  Otávio de Freitas e Correia Picanço, que são referências para tratamento de TB e Hansen, o andamento das obras para ampliação do serviço e atendimento aos pacientes; e buscar a qualificação e capacitação com foco na humanização dos profissionais que atuam nessas políticas.