Fórum de Intersetorialidade e Politicas Públicas do CES/PE debate a saúde da população privada de liberdade

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O debate sobre a Saúde da População Privada de Liberdade e seus reflexos e interações com as demais Políticas Públicas do Estado de Pernambuco marcou a abertura do Fórum Pernambucano de Intersetorialidade e Políticas Públicas com a Saúde, do Conselho Estadual de Saúde de Pernambuco (CES/PE). O encontro realizado nesta quinta-feira (23/11), no Auditório do CES/PE, contou com participação de Conselheiros Estaduais de Saúde e de representações de secretarias do Estado de Pernambuco. Estiveram presentes na discussão a Gestora Geral de Saúde Prisional da SES,  Judith D’Andrada, a Diretora-Geral de Enfrentamento da Violência de Gênero da Secretaria da Mulher,  Bianca Rocha;  o Secretário-executivo de Ressocialização, Cícero Márcio de Souza; a Gerente da Saúde da Secretaria de Direitos Humanos,  Lourenza Pinto de Lemos; a representante da  Secretaria de Trabalho e Qualificação, Lúcia Dias; e a representante da Secretaria de Educação, Silvana Maria de Fátima Silva.

No Fórum houve diversas falas na perspectiva da saúde mental dos privados de liberdade, do controle de DST/AIDS, Tuberculose e Hanseníase, do tratamento de saúde para os usuários(as) de álcool e outras drogas, das condições da saúde sexual e reprodutiva das mulheres privadas de liberdade, e das ações de educação e qualificação profissional.

O mediador do Fórum e coordenador da Comissão de Intersetorialidade e Políticas Públicas do CES/PE, André Carvalho, falou sobre a importância do Conselho Estadual de Saúde estar monitorando essas informações enquanto esfera deliberativa de políticas públicas em saúde . “Conseguimos reunir vários atores do Estado sobre a problemática da população privada de liberdade, entender e absorver a realidade de cada entidade presente neste encontro. Identificamos muitos dados que não são passados em apresentações, como detalhes de aquisição de equipamentos de para detecção de Tuberculose, que são realizados no COTEL (Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna). Dos oito equipamentos que o Estado possui, um é de uso exclusivo para a Saúde do Sistema Prisional”,  afirmou André Carvalho.

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Com o objetivo de ajudar a identificar os cenários da saúde e desenvolver estratégias futuras para a política da pessoa privada de liberdade, aGestora Geral de Saúde Prisional da SES, Judith D’Andrada,comentou sobre a abertura de espaços de diálogo como o Fórum Pernambucano de Intersetorialidade e Políticas Públicas com a Saúde: “Esta reunião é um momento de grande importância para troca e de conscientização. Do ponto de vista da saúde, o fato de estar isolado e privado de liberdade é extremamente adoecedor, e aqui nós trabalhamos para minimizar os danos.  O debate nos ajuda a entender outras dimensões do Sistema Prisional e fazer um trabalho na área de saúde na perspectiva para um menor adoecimento.